Homenagem aos cem anos de Clarice Lispector

Singela homenagem a Clarice Lispector

Sempre gostei de ler, mas não sabia nada de literatura. Depois de dois anos na Oficina de Criação Literária Clarice Lispector aprendi a admirar não só o conteúdo, mas, sobretudo, a forma de escrever. Têm sido inúmeras descobertas. Quando me integrei ao grupo, eles haviam acabado de ler a Paixão Segundo GH. Eu conhecia Clarice só de nome e pelo amor que ela tinha pelo nosso Recife, onde passou a infância. Pena que a cidade não tenha, até hoje, correspondido a esse amor.  O primeiro livro que li dela foi justamente A Paixão Segundo GH. Confesso que o fiz sem parar, sem procurar entender. O forte fluxo de consciência me confundiu e porque não dizer, fundiu meus miolos. Aquilo me intrigou. A curiosidade sobre a escrita dela me fez continuar a ler seus livros. Li mais recentemente o seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. Ela começou botando pra quebrar. É uma escrita ousada, singular, inconfundível. Continuei, estou lendo a Hora da Estrela, seu último livro. Encontro-me extasiada com a forma de contar a história da nordestina. Sim, desta vez tem uma história. Não tenho condições de falar mais sobre sua obra. Há muito caminho a percorrer. Deixo aqui minha singela homenagem à nossa conterrânea e madrinha da Oficina. Salve Clarice!

Elizabeth Freire

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