Viageiros em Ação

Fui procurar e encontrei, nada

*Luzia Ferrão

Os pedaços não são tão misturados como pensam, basta sair um pouquinho
Que o pedaço morre…. Ou porque morreu mesmo?
A quietude do nada, não é nada, nada, nada e não chega a lugar algum, mas nada, nada
e continua nada, nadando, o nada do nada é contentar-se com o nada.
As palavras são tão repetidas porque copiadas e tão pobrezinhas que não dizem nada
Discuto muito sobre certeza/incerteza o que já prova que minha incerteza é certeza de nada
A facilidade do nada é cruel, insiste em ser nada, nada em dejetos vangloriando-se de que nada
No desespero do nada, uma fada má ou boa(?) lhe retira e perfuma com um diferente odor de nada. Miserável! Já estava quase chegando ao fundo do nada.
Não fale nada do nada me aconselha o bom velhinho, nada é todo seu……se dividir vai murchar o seu nada
“Quase” enlouqueço(?) quando quis sair do nada, desesperada consegui voltar ao nada
Voltar ao nada não é nada, é tudo, é aprendizado do nada conquistado com muita dor
Como pode o nada doer mais do que nada? Nada me aparta do meu nada.
O ir e vir do nada, do qual nada identifico, mostra que nada, nada mais é do que sou …
Um nada….que nada e nada vai fazer parar

Fortaleza 03/11/2015

* Luzia Ferrão – professora universitária, assistente social, contista, ensaísta.

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